Cinema
A Origem e a História do Cinema | Cinema Musical | Cinema Brasileiro | História do Oscar | Personalidades |
Cinema Novo | Chanchada | Cinema Brasileiro: de 1970 até hoje
Em 8 de julho de 1896 acontece a primeira sessão de cinema no Brasil realizada na cidade do Rio de Janeiro e no ano seguinte é inaugurada a primeira sala de cinema à Rua do Ouvidor 141, no centro da cidade do Rio de Janeiro.
Não possuímos registros históricos que comprovem a teoria de que o cinema brasileiro teria iniciado suas produções em meados de 1898 com a ida de Alfonso Segreto para um estágio em Paris nos estúdios da produtora Pathé. O que se sabe é que ao retornar, teria registrado as primeiras imagens da Baía de Guanabara com uma câmera trazida da Europa, o que foi noticiado pelo A Gazeta de Notícias, do dia 19 de junho de 1898. Os primeiros filmes de ficção datam de 1908, encenam pequenos trechos de óperas e operetas (La Bohème, O Guarani, Barcarola) com intérpretes atrás da tela para dar ao filme o áudio ainda não introduzido. Esta foi a era do Cinema Mudo. Após estes primeiros registros sucederam-se então a produção de outros estilos, o mais alegre e que já podemos classificar de filme cômico (Nhô Anastácio Chegou de Viagem), mas também como imitação estrangeira, os filmes policiais (O Crime da Mala e Os Estranguladores), os melodramas (A Cabana do Pai Tomás, O Remorso Vivo), dramas históricos, temas religiosos, temas carnavalescos e a presença dos lindos filmes cantados (A Viúva Alegre). O cinema brasileiro sofre aí sua grande transformação, de meros registros de cenas ou pequenas histórias para filmes com enredo.
O período de 1908 até 1911 marcou uma época de grande criatividade e produtividade para o início da história do cinema brasileiro. Os atores de cinema surgem, alguns vindos do teatro como Adelaide Coutinho, Abigail Maia e João de Deus.
O filme mais antigo que se tem conhecimento com registro no acervo de uma cinemateca chama-se "Os Óculos do Vovô", de 1913.
Não podemos deixar de citar os grandes criadores e colaboradores deste começo do cinema brasileiro, como Alfonso Segreto, Francisco Marzuello, Giuseppe Labanca, Alberto Botelho, Antônio Leal, Marc e Júlio Ferrez, Emílio Silva, Antônio Serra, João Barbosa e Eduardo Leite entre tantos outros nomes. Na verdade o cinema brasileiro partia na busca de sua própria identidade, produzia obras que agradavam ao público e era lucrativo.
Porém, com a entrada do mercado estrangeiro incentivado e trazido por Francisco Serrador, passamos por um longo período decadente, o que gerou forças para a era dos Ciclo de Campinas, produzindo João da Mata, estilo faroeste com realidade brasileira, envolvendo os problemas com terras e fazendeiros.
Ciclo de Porto Alegre, produzindo Sonho sem Fim.
Ciclo de Recife, produzindo diversos filmes na década de 20, sendo o mais importante Aitaré da Praia.
Ciclo de Guaranésia, produzindo Paulo e Virgínia e In Hoc Sigo Vinces de Almeida Fleming.
Ciclo de Belo Horizonte, produzindo filmes de estrangeiros como o italiano Igino Bonfioli Canção da Primavera e Tormente e do português José Silva Os Boêmios e Perante Deus.
De todos os ciclos, o mais importante foi o Ciclo de Belo Horizonte, não somente pelo que produziu mas sobretudo pelo que representou para a história do Cinema Nacional.
',TITLE,'Principais Ciclos Regionais')" onmouseout="javascript:UnTip();">ciclos regionais.Os filmes foram feitos em diversos lugares do país, por isso essa designação.A era do cinema mudo se estendeu no Brasil até os anos 30. Nesta década surgiram as companhias cinematográficas. Em 1930, Adhemar Gonzaga fundou a Cinédia, que assegurou com tamanha importância a continuidade do cinema brasileiro. Em 1934, a Brasil Vita Filmes e em 1937, Sonofilmes. Chegamos assim à era das chanchadas produzidas pelas companhias cinematográficas Atlântida (1941) no Rio de Janeiro, Vera Cruz (1949) em São Paulo e a pioneira Cinédia, revelando tantos nomes como Oscarito, Grande Otelo, Dercy Gonçalves.