Cinema
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Cinema Novo | Chanchada | Cinema Brasileiro: de 1970 até hoje
A euforia do cinema brasileiro nos anos 70 se justificou devido à grande produção de películas, o que não deixou a marca da qualidade do material produzido. O Brasil vivia a ditadura militar. Sendo assim, os temas sociais e políticos eram perseguidos dando lugar à ousadia do erotismo de mal gosto, à pornochanchada, à chanchada, a alguns filmes infantis, o que gerou um cinema pobre.
O Instituto Nacional do Cinema, depois a Embrafilme, destinava as verbas dos projetos escolhidos para produção e o Governo Federal distribuía os prêmios. Nem tudo que era produzido era exibido; a censura atuava marcando a presença do Regime Militar.
Dos filmes exibidos, poderíamos citar poucos que alcançaram bilheteria significante: O Casal, Guerra Conjugal, Jeca Macumbeiro e A Viúva Virgem, chanchadas de Mazzaropi, Independência ou Morte, que recebeu apoio do então Presidente Médici, Xica da Silva, Gente Fina É Outra Coisa, e superando as expectativas, Dona Flor e seus Dois Maridos e A Dama do Lotação.
Nos anos 80, tudo se tornou cada vez mais difícil com a recessão, falta de verbas, e a realidade do país assolou os cineastas que por ventura ainda ousavam produzir. Deste período poderíamos citar alguns filmes que realmente mexeram com o público: Pixote, Eles Não Usam Black-Tie, Memórias do Cárcere e Bar Esperança - O Último que Fecha.
A partir dos anos 90, o cinema nacional entrou numa fase de renascimento. A retomada das produções brasileiras resgatou o público num encontro com cineastas como Hector Babenco (Coração Iluminado e Carandiru), Carla Camurati (Carlota Joaquina, Princesa do Brasil e Copacabana), Walter Salles (Terra Estrangeira, Central do Brasil, Abril Despedaçado), Bruno Barreto (O Que É Isso Companheiro e Bossa-Nova), Fabio Barreto (O Quatrilho e Bella Donna) e Fernando Meirelles (Cidade de Deus). Foram produzidos grandes filmes e o reencontro com a crítica internacional trouxe prestígio e premiações para nossos diretores e artistas. Glauber Rocha ; Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade.
Entretanto o Brasil vivia seu período de repressão política e o Cinema Novo não resistiu às pressões, tendo até alguns destes cineastas exilados.