Arte Manhas


 
Grandes Nomes

José Oswald de Andrade (1890-1853)

José Oswald de Andrade nasceu em São Paulo em 1890, filho de família de recursos.
Estudou no Colégio São Bento e, em 1912, visitou a Europa, tomando contato com a renovação de idéias que nascia, o Futurismo.
Este movimento pregava o culto do presente e da velocidade, condenava o sentimentalismo e sugeria a destruição da sintaxe, a dissolução do ritmo e o uso livre da palavra.
Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo e conheceu Mário de Andrade e Di Cavalcanti, dando início ao movimento que culminou em 1922, na Semana de Arte Moderna.
Continuou em contato com escritores e artistas europeus nas freqüentes viagens que realizou.
Em 1924, lançou na Europa o movimento nacionalista "Pau Brasil", nas artes e literatura, através de um livro e um manifesto. Três anos mais tarde fundou a Revista de Antropofagia, que com o "Manifesto Antropofágico" radicalizou o movimento Pau Brasil.
Tornou-se militante da esquerda em 1930 e começou a publicar o jornal "Homem do Povo", em que defendia o comunismo, mas afastou-se do partido comunista em 1945. Neste mesmo ano, com a tese " A Crise da Filosofia Messiânica", obteve a livre-docência de literatura brasileira na Universidade de São Paulo.
Morreu aos 63 anos, depois de sofrer com graves problemas de saúde e financeiros, mas sem nunca perder seu temperamento polêmico, provocativo e agitado.
Oswald de Andrade foi um poeta, ensaísta, romancista e teatrólogo brasileiro, sendo uma figura de destaque no Modernismo.
Sua obra é irreverente, revolucionária e nacionalista e uma das mais originais da literatura brasileira.
É de uma crítica penetrante e cheia de humor contra a hipocrisia e o falso moralismo; é também contra a estética tradicionalista e a simples cópia de modelos artísticos estrangeiros. Propunha o retorno ao primitivismo e a valorização dos elementos selvagens e naturais do Brasil.


Literatura Escrita História do Livro Recital do Arteiro