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Grandes Nomes
Mário de Andrade
(1893-1945)
Mário Raul de Morais Andrade nasceu em São Paulo em 1893. Escritor brasileiro, foi o que se denomina um polígrafo, isto é, escreveu sobre muitos temas diferentes e utilizou formas de expressão diversas: a poesia, o ensaio, a ficção, a musicologia, a crítica, além de ter exercido o magistério e o jornalismo. Foi o teórico mais importante do Modernismo e sua influência até hoje é imensa em praticamente todas as atividades culturais brasileiras. Depois de estudos iniciais em São Paulo, cursou o Conservatório Dramático Musical, onde foi a partir de 1922, catedrático de história de música e de estética. Foi o grande organizador da Semana de Arte Moderna de 1922. Organizou cursos de etnografia e folclore, criou a primeira discoteca pública do Brasil e promoveu o I Congresso de Língua Cantada, no Departamento de Cultura da prefeitura de São Paulo, de onde foi seu primeiro diretor. Conseguia conciliar seu trabalho de crítico literário com a enorme atividade de professor. Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1938, foi professor de Filosofia e Arte na Universidade do Distrito Federal e ainda dirigiu seu Instituto de Artes. Mário de Andrade estreou como poeta, publicando, em 1917, o livro "Há uma gota de Sangue em Cada Poema", com o pseudônimo de Mário Sobral, onde já se notava sementes de seu trabalho revolucionário posterior. Foi porém na Semana de Arte Moderna que se tornou a figura mais importante da literatura brasileira entre 1922 e 1945.
Em "Paulicéia Desvairada", publicada em 1922, apresentou uma poesia sem métrica, nascida de livres associações subconscientes, e teorizou, no prefácio, sobre a estética do movimento modernista. Houve escândalo de público e de crítica. Em 1930, com "Remates de Males", voltou a métrica, mas com liberdade de rimas e ritmos. No terreno de ficção, em 1927, foi autor de "Amar, Verbo Intransitivo", transformado em filme por Lauro Escorel (Lição de Amor - 1975) e Macunaíma, em 1928, levado ao cinema por Joaquim Pedro de Andrade com o mesmo título, em 1969. Como crítico e ensaísta, escreveu "A Escrava que não é Isaura", entre outros. É autor ainda de inúmeros estudos musicológicos, como " Ensaio sobre a música brasileira" e da letra e da música de diversas composições populares. Morreu em São Paulo em 1945.
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