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Grandes Nomes

João Guimarães Rosa (1908-1967)

João Guimarães Rosa, escritor e diplomata brasileiro, um dos mais importantes nomes da Língua Portuguesa, nasceu em Cordisburgo, Minas Gerais.
Formou-se em 1930, na Faculdade de Medicina de Minas Gerais e exerceu a profissão durante dois anos em Itaguara. Morou em Belo Horizonte e juntou-se às forças governamentais como médico voluntário. Depois, como capitão-médico, ingressou na Força Pública do Estado de Minas Gerais.
Desde cedo mostrou inclinação para o estudo de línguas. Em 1934 prestou concurso no Itamarati, ingressando na carreira diplomática. Neste mesmo ano foi premiado pela Academia Brasileira de Letras, por um livro de poesias, "Magma".
Obteve o segundo lugar no concurso Humberto de Campos, em 1937, com "Saragana", uma coletânea de contos.
No ano seguinte partiu para a Europa como cônsul-adjunto em Hamburgo; quando o Brasil rompeu relações com a Alemanha, foi internado em Baden-Baden e libertado mais tarde em troca de diplomatas alemães aprisionados no Brasil.
Voltou aos originais de "Saragana", reestruturou completamente seu texto e publicou o livro em 1946, recebendo com ele o prêmio Felipe d´Oliveira.
Na década de 1950, sua fama de escritor ultrapassou as fronteiras do Brasil. Serviu como diplomata em Bogotá e em Paris.
Em 1956 publicou "Corpo de Baile", mais tarde dividido em três livros: "Manuelzão e Miguilim", "No Urubuquaquá no Pinhém" e "Noites do Sertão", onde atinge maravilhosos efeitos na sonoridade das frases.
Na abertura do livro, intitulada "Campo Geral", Guimarães Rosa conta a história de uma família isolada no sertão, destacando-se a figura do menino Miguelim e o seu desajuste em relação ao grupo familiar.
Neste mesmo ano, publicou também sua obra prima, "Grande Sertão: Veredas", um dos romances mais importantes da literatura brasileira, uma obra lírica e épica, onde reavalia a dimensão do homem do interior numa lição de luta pela vida.
Toda sua obra oscila entre o realismo épico e o mágico, integrando o natural, o místico, o fantástico e o infantil em novas dimensões.
Suas histórias desenvolvem-se como um conjunto de narrativas dentro de uma narrativa-tema. Seus personagens são desenhados tanto no seu exterior como no lado psicológico de homens rústicos.
Suas descrições são ricas do conhecimento da terra, dos animais e da botânica do sertão.
Sua obra também inclui: "Primeiras Estórias" e "Tutaméia", ambas coleções de contos, e as obras póstumas "Estas Estórias" e "Ave, Palavra".
Rosa foi eleito membro efetivo da Academia Brasileira de Letras em 1963, mas só tomou posse em 1967.
Morreu três dias depois, vitimado por um enfarte.

Fonte da imagem: http://www.culturabrasil.pro.br

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