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No Brasil existe uma variedade de fibras vegetais, como o bambu, a taquara e a flecha de ubá, fontes de matéria prima utilizadas na arte do trançado.
Em nossa história, os primeiros artesãos que demonstraram ter a habilidade manual para
trançar foram os índios. Com essa habilidade eles constroem suas casas e diversos utensílios,
como cestos para uso doméstico; transporte de alimentos e objetos que auxiliam no preparo dos
alimentos, como as peneiras; abanos para aliviar o calor e avivar o fogo; objetos de adorno
pessoal, como cocares, tangas e pulseiras; além de armadilhas para caça e pesca; redes para
dormir e pescar; instrumentos musicais para uso em rituais religiosos etc.
Essa tradição artesanal deixada pelos índios supera a cerâmica quanto a área de difusão do
trançado, pois está presente em qualquer sub-região rural ou urbana, do sertão ao litoral
brasileiro.
Como, então, é feito esse trançado?
Utiliza-se as fibras vegetais, como as descritas acima, por exemplo. Após o corte e o destalar
dessas fibras são feitas tiras de diferentes espessuras e delas é feito um trançado de acordo
com o formato que se queira dar a uma peça.
Os padrões gráficos do trançado brasileiro foram criados pelos índios, explorando as formas
geométricas das diferentes talas de fibras vegetais, misturando outros materiais e corantes.
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