A água está presente na
literatura desde os tempos mais remotos.
Nas Sagradas Escrituras, passando pelas lendas indígenas, chegando às histórias de ficção, de cidades submersas e animais abissais.
É por isso que o Estúdio foi buscar nas prateleiras algumas sugestões para você:




A Arca de Noé, de Ruth Rocha - Editora Ática

"Quando a bicharada
estava toda embarcada,
e mais a família do Noé todinha,
começou a cair uma chuvarada.
Mas não era chuvarada
dessas que caem agora.
Você já viu uma cachoeira?
Pois era igualzinho
a uma cachoeira caindo,
caindo, que não acabava mais.
Parecia o Rio Amazonas despencando.
E aquela água foi cobrindo tudo, tudo.
Cobriu as terras, cobriu as plantas,
cobriu as árvores, cobriu as montanhas."


Ah, Mar..., de Bartolomeu Campos Queirós - Quinteto Editorial

"Eu queria ser marinheiro, amparado no colo das águas. Mas deixaram-me as montanhas, onde antes estava o mar. Minha mãe costurou meu desejo em fantasia de carnaval. E eu, menino marujo, vestido de branco e âncoras, pés trincados de poeira, pensava ser tudo engano. Ser marinheiro é ter leme, barco, mar e mais um transitório caminho tracejado no coração. Meu pai me trouxe uma fotografia dizendo-me retrato do mar. Mas junto não veio o vento, nem o cheiro, menos ainda o canto."

 




O Pintor, a Cidade e o Mar, de Monika Feth e Antoni Boratýnski

"O Pintor ouvira falar do mar.
Mas ele era um homem pobre. O que ganhava mal dava para comprar suas telas, tintas, roupas e comida, e para pagar o aluguel da minúscula casa onde morava. Como poderia viajar para ver se o mar era realmente tão imenso e belo como diziam?(...)
A água chegava até o horizonte, onde se encontrava com o céu; vinha em ondas, lambia a areia e ia embora. As ondas, com suas espumas brancas, pareciam cantar uma melodia que penetrava fundo em seu coração."



Maria Teresa, de Roger Mello - Editora Agir

"Meu nome é Maria Teresa.
Ou só Teresa, não me incomodo.
Sou carranca do rio São Francisco
e hoje é dia quente, de todo.
Dia de todo quente.
Estou aí com corpo de barco,
cara de leão, cara de gente.
Sou carranca do Rio São Francisco.
Se o barco se estira n'água,
eu já me espreguiço na frente.
A moça da margem faz bom dia, Maria Teresa."



Procurando Por Atlântida, de Colin Thompson - Editora Ática

"Durante a maior parte de sua vida, meu avô viveu no mar. Navegou por todos os oceanos uma centena de vezes e viajou por todos os países do mundo, das planícies da Patagônia ao longínquo vulcão de Tristão da Cunha. Ele teve sete esposas e onze filhos; foi príncipe e pirata, viveu com reis e rainhas, e comeu em pratos de ouro maciço."

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