Exercícios e a Saúde das Crianças

Theodore Ganley, MD, with Carl Sherman
THE PHYSICIAN AND SPORTSMEDICINE - VOL 28 - NO. 2 - FEBRUARY 2000

Exercícios regulares são uma importante estratégia na manutenção da saúde de crianças e adolescentes. Eles facilitam o controle do peso, ajudam no desenvolvimento ósseo e contribuem na prevenção de fatores que causam problemas cardiovasculares. Eles também auxiliam a saúde mental.

Uma infância ativa e saudável pode ser a base para uma vida também saudável. Médicos desempenham um papel fundamental na análise da relação entre o peso de uma criança e suas atividades físicas e isso deve ser feito durante os exames de rotina. Com algumas pequenas e simples recomendações às crianças e seus pais eles desempenham papel fundamental de ajuda aos pequenos pacientes, permitindo que estes encontrem e pratiquem atividades que lhes são prazerosas, reduzindo ao mínimo o risco de contusões.


Que esportes e quando?

Embora exercícios sejam bons para todas as crianças, nem todos os exercícios são adequados a todo tipo de criança. Uma questão que freqüentemente aparece nas discussões entre pais é a idade: Quando a criança está pronta para corridas de longa distância (ou natação, levantamento de peso)?

"É um jogo de encaixe," diz Steven J. Anderson, MD, professor do Departamento de Pediatria da Universidade de Washington em Seattle e membro da Academia Americana de Pediatria (AAP) e do Comitê de Medicina Esportiva. "A idéia é combinar a demanda do esporte ou da atividade física ao nível de desenvolvimento e maturidade da criança."

Prontidão motora e intelectual
Assuntos ligados à prontidão são mais claros no desenvolvimento motor, de acordo com Sally Harris, MD, MPH, pediatra do Departamento de Medicina Esportiva na Dundação Médica Palo Alto, em Palo Alto, Califórnia e membro da Academia Americana de Pediatria (AAP) e do Comitê de Medicina Esportiva. Habilidades relevantes aos esportes, tais como arremessar e chutar, não podem ser apressadas da mesma forma como é impossível obrigar um bebê a aprender a rolar ou a sentar-se. "Se a criança não as tem, o esporte será uma experiência muito frustrante."

Mais óbvias, mas também muito importantes, são as capacidades intelectuais e sociais que permitem que a criança interaja com companheiros de time, visualize seu lugar no time e compreenda a estratégia. "Nessas áreas os adultos se esquecem de que as crianças não são maduras como eles," diz Harris.

Porque são amplas as diferenças nos estágios de desenvolvimento é impossível especificar a prontidão para esportes com precisão. "Acreditamos primeiramente no bom senso e na experiência," diz Harri. Mas ela sugere algumas linhas como guia para as seguintes faixas etárias:

  • De 2 a 5 anos - As crianças estão começando a aprender habilidades básicas, tais como arremessar, agarrar, correr e pular. É melhor deixar que elas pratiquem atividades que envolvam essas habilidades, sem combiná-las de maneira muito complicada.

  • De 6 a 9 anos - As crianças começam a combinar fundamentos em ações relacionadas a esportes propriamente ditos: arremessar à distância e com precisão, correr para chutar uma bola. A melhor memória e a capacidade de tomar decisões as permite lidar com estratégias básicas em modalidades simplificadas de, por exemplo, beisebol ou futebol.

  • De 10 a 12 anos - Jovens têm desenvolvidas habilidades complexas em sua coordenação motora e têm desenvolvimento cognitivo capaz de permitir que aprendam estratégias para a forma "adulta" da maioria dos esportes, como, por exemplo, basquetebol.



  • Carl Sherman



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