Nascido no Rio, Milton Nascimento foi para Três Pontas (MG) com menos de dois anos de idade, na companhia dos pais adotivos.
Portanto, mesmo sendo carioca, tornou-se conhecido como o principal responsável pela projeção da moderna música de Minas Gerais.
Desde cedo tinha consciência de sua voz extraordinária e começou aos 13 anos como crooner.
Na adolescência integrou o conjunto Luar de Prata com Wagner Tiso, cuja mãe lhe deu as primeiras noções de piano.
Trabalhou na Rádio Três Pontas como DJ, locutor e diretor e em 1963 e 64 participou do grupo W's Boys, que se denominava assim porque os nomes de todos os integrantes começavam com W: Wagner (Tiso), Waltinho, Wilson, Wanderley, o que obrigou Milton a se tornar "Wilton" por algum tempo.
Transferiu-se para Belo Horizonte a fim de estudar Economia, e lá conheceu alguns músicos que viriam a ser seus parceiros, como Márcio Borges, seu irmão Lô Borges e Fernando Brant.
Na capital mineira participou de diversos conjuntos e foi em 1965 para o Rio de Janeiro, onde chegou a gravar com o grupo Sambacana.
Participou de festivais em 1966 e 67, quando obteve o segundo lugar com "Travessia", sua e de Fernando Brant, e ganhou o prêmio de melhor intérprete.
Gravou o primeiro disco nesse mesmo ano, viajando em seguida para os Estados Unidos, onde grava "Courage", em 1968.
A partir daí gravou discos que marcaram época. Nos anos 70 teve algumas músicas censuradas pelo regime militar e gravou outros discos nos EUA, com a participação de Airton Moreira, Herbie Hencock, Wayne Shorter e outros.
É considerado, tanto no Brasil quanto no exterior, um dos maiores cantores da música brasileira, além de ser um compositor consagrado, que influenciou toda uma geração de músicos.
Em 1998 ganhou o Grammy na categoria World Music com seu disco "Nascimento".