Avestruz
  Conheça uma fábula, uma história inventada com muita imaginação e impossível de ter acontecido, para dar uma explicação sobre o comprimento do pescoço do avestruz. Crie suas próprias fábulas sobre componentes dos Reinos Animal, Vegetal e Mineral. Ilustre e inicie seu Livro de Histórias. Reúna seus amigos e faça um "Sarau", quando todos poderão ler e interpretar as histórias, em voz alta. Aliás,… fábulas são ótimos temas para dramatizações!

- Você não pode confiar no crocodilo - disse o macaco. - Ele é malvado, mal-educado, e espanta todos os animais para longe do rio.
Uma historinha para ser contada (ou lida) na hora de dormir: "Como o pescoço do avestruz ficou comprido"


Antigamente, o avestruz tinha o pescoço curto, como todas aves. Naqueles dias, ele queria mais que tudo ficar amigo do crocodilo. Todos os pássaros avisaram que estava cometendo um grande erro.



- E, além disso, é preguiçoso - disse o gnu. - Não faz nada o dia inteiro, fica só deitado, esperando aparecer algum almoço.
- E só pensa nele mesmo - acrescentou o elefante. - É só você virar as costas que ele lhe dá uma mordida. Não, não dá para confiar no crocodilo.


Mas o avestruz nem ligava, insistindo em querer brincar com o crocodilo.

Um dia, o crocodilo estava especialmente faminto, pois ficara sem o desjejum. Assim, disse para o avestruz:
- Meu bom amigo, estou com uma terrível dor de dentes! Você se incomodaria de enfiar a cabeça na minha boca, para ver o que há de errado?
E escancarou bem as mandíbulas.
- Ora, é claro, querido crocodilo! - disse o avestruz.
E chegou a cabeça bem perto.
- Mas você tem tantos dentes! - gritou o avestruz. - Qual é o que está doendo?
- É um lá atrás - disse o crocodilo. - Olhe bem lá atrás!
E o avestruz enfiou a cabeça lá dentro.
- Está muito escuro aqui dentro - gritou. - E são tantos dentes! Ainda não vi qual é o que dói.
E o avestruz enfiou ainda mais a cabeça.
- É este? - gritou.
- É isto! - o crocodilo gritou de volta. E fechou a bocarra, prendendo a cabeça do pobre avestruz.


- Socorro!! - gritava, puxando para trás com o corpo, tentando retirar a cabeça.
Mas o crocodilo puxava para o outro lado, segurando firme. A ave puxava para um lado, ele puxava para o outro. E o pescoço do avestruz foi esticando.
Ficaram se puxando o dia inteiro, e o pescoço do avestruz esticava cada vez mais. Deve ter doído bastante, mas o avestruz continuava puxando, pois não queria perder a cabeça.


Por fim, o crocodilo ficou cansado de puxar e largou. O avestruz pulou para trás e saiu correndo do rio o mais rápido que podia. E até hoje tem o pescoço comprido, para se lembrar de ficar longe de tipos como o crocodilo.



Nessa fábula, o avestruz escapou do crocodilo. Mas... infelizmente, na vida real, ele não escapa dos homens! Sua carne é muito saborosa e nutritiva e está em cardápios de vários restaurantes, e até nas receitas do Caldeirão da Tartuleza.

Aliás... não é só o avestruz que tem o pescoço comprido. O flamingo e a girafa também têm pescoços altos e bem diferentes! Será que foi também por causa do crocodilo??? Quem sabe reescrever a fábula do pescoço do avestruz, como se fosse o pescoço do flamingo ou da girafa, ilustrar e enviar para a Tartuleza?


Fonte: http://www.metaforas.com.br/metaforas/metafora121198.htm